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Pegadinhas das Pesquisas: Deixar de entrevistar parentes mais velhos

17 jan 2019  |  0 comentários

A maior e mais importante fonte de pesquisa genealógica que você pode ter são seus parentes mais velhos. Avós, tios-avós, primos distantes…imagine que cada uma dessas pessoas tem memórias particulares, lembranças que podem enriquecer sua pesquisa e trazer a você novos elementos que o ajudarão a montar sua árvore genealógica.

Imagine que numa conversa com sua avó, ela pode lembrar de uma história contada pela mãe dela, sua bisavó. Já estamos falando de três gerações antes da sua. E se esta mesma avó se lembrar de histórias contadas pelo avô dela? São quatro gerações de história que você pode anotar, catalogar e guardar para que as memorias de sua família sejam sempre preservadas e de quebra, irão te ajudar onde nasceu aquele italiano ou italiana que permitirá que você conquiste a sua cidadania italiana.

Como viviam seus antepassados? De onde vieram e quais as circunstâncias que os fizeram embarcar numa viagem rumo ao desconhecido? Entender isso pode trazer elementos super importantes.

Preparamos algumas dicas que podem ajudar você a conduzir uma entrevista super produtiva.

Prepare-se para a entrevista

Trace um objetivo claro, que informação você pretende descobrir? Leve com você a sua árvore genealógica já prontinha, com os nomes e informações que você já reuniu, isso ajudará você a lembrar os nomes e datas no momento de sua conversa.

Prepare o celular para fazer muitas fotos, de seu entrevistado, de eventuais fotos que seu entrevistado tenha.

Avalie se você irá gravar a conversa ou se irá anotar os detalhes que for captando.

Falar com pessoas de idade mais avançada exige que você tenha um roteiro que vá, aos poucos, resgatando as memórias. Leve fotos que você eventualmente tenha, mostre ao seu “entrevistado” e pergunte se ele se lembra daquelas pessoas, pergunte qual era o trabalho da pessoa que você está tentando descobrir, onde morava, se se casou no Brasil, que língua falava com os filhos. Pergunte se o seu entrevistado se lembra de algum “causo” ou história engraçada.

Comece fazendo perguntas abertas

Fazer as perguntas certas também será um fator decisivo e vai por mim, não adianta perguntar na lata: “você se lembra em qual comune ele nasceu?”, você precisa ir criando um ambiente propício para as memórias irem se soltando.

Comece com perguntas abertas como “o que você se lembra sobre fulano”, ou, “como foi a sua infância”, e depois vá afunilando e conduzindo para o lado que você deseja.

Pergunte, por exemplo, assuntos ligados ao exercito como “seu pai serviu o exército?”, “se lembra de algum parente que se alistou ou participou de alguma batalha?”, “que língua seu pai/mãe, avó falava?”. “Eles se casaram na Igreja?”, “quantos filhos tiveram?”, “em que cidade foram morar quando chegaram ao Brasil?”, “onde fulano foi enterrado?”, “qual foi sua primeira casa?”, “você tem notícia de alguém que tenha conhecido fulano?”

A minha mãe, por exemplo, conta que os avós dela chamavam os netos, ela inclusive,  de toseto, que é uma palavra do dialeto veneto que indica moleque, criança. Se eu não conhecesse a origem de minha família, certamente este seria um indicativo importante para eu identificar a região de onde vieram os meus avós.

Vá com calma, tome um café, deixe as histórias e as memórias fluírem e pense que a entrevista deve ser um momento prazeroso para você e o seu entrevistado.

Depois da entrevista

Revise as suas anotações, selecione os pontos mais importantes, os detalhes que podem trazer novas idéias de pesquisa, novas fontes de pesquisa, novas pessoas que podem conhecer melhor as histórias.

Boa sorte nas suas pesquisas!

Arrivederci

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